Estava interessante conhecer, através do site Casa Imperial do Brasil, a Família Real Brasileira e sua pregação pela restauração do regime monárquico no Brasil. Os argumentos são discutíveis, alguns até bastante simplórios, mas dentro do aceitável em qualquer debate. Por exemplo, eles alegam que o Brasil Império era um país de primeiro mundo, juntamente com EUA, Inglaterra e Alemanha. Esqueceram do detalhe de que tal classificação só surgiu após a 2ª Guerra Mundial. De qualquer modo, nos tempos do Brasil Império, todas as sociedades, eram, de uma forma geral, paupérrimas. Inclusive os nossos companheiros de “primeiro mundo”. A força econômica de um Estado não se confunde com o bem-estar de sua população. O Brasil, hoje, é a 11ª economia do mundo, à frente de países como Suécia, Noruega, Bélgica, Holanda e Finlândia. Seria um delírio dizer que estamos no mesmo patamar que eles.
Mas até aí, tudo corria bem. É difícil a arte de puxar a sardinha para o lado desejado e argumentos simplórios não são motivo para abandonar um debate. Mas o que dizer de argumentos cretinos?
Observe o que escreve Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Príncipe Herdeiro, segundo na linha de sucessão, em artigo entitulado “O Brasil precisa de reforma agrária?”:
“As legítimas e tão harmônicas desigualdades sociais, impregnadas pelo espírito cristão, que conheci tão de perto, contrastam com o clima ácido e cheio de acrimônia espalhado hoje pelos agitadores que vêem no fazendeiro -no “latifundiário”- o inimigo a destruir e a eliminar. Tudo em nome do princípio filosófico da igualdade, segundo o qual qualquer desigualdade seria intrinsecamente injusta”.
Dá pra discutir com um sujeito desses? Eu ainda me surpreendo quando alguém diz que acredita do socialismo. Eis alguém que acredita no feudalismo!
Com todo respeito a Sua Alteza Real, nem discuto isso. Eu sei, você vai dizer: “Que discussão, rapaz? Ele está cagando para o que você pensa”. Mas… a Realeza não caga. Esqueceu?
Antes de encerrar esse papo, uma última palavra deste plebeu para D. Bertrand, o Príncipe Herdeiro:
- Perdeu, playboy!